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Uma crise com fim à vista? |
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A CRISE DO PSD é o tema favorito dos comentadores. Drama, humor e suspense proporcionam um filão inesgotável. Mas não esqueçamos a história por trás das estórias: o PSD está em crise porque já não sabe ganhar eleições legislativas. Perdeu-lhe o jeito algures entre um Carnaval sem ponte e uma Ponte com buzinão - e nunca mais voltou a dominar o ofício.
É bizarro que um partido com tanta gente inteligente, experiente, sabedora - digo-o sem ponta de ironia - não consiga ganhar eleições. Mas o problema está mesmo na experiência e na sabedoria acumuladas: são de outros tempos. Por maior que seja a inteligência, receitas de outros tempos não ganham eleições hoje. Cavaco Silva conquistou a maioria combinando uma política económica de centro-esquerda com a afirmação de valores conservadores. O PS de Guterres, e também o de Sócrates, foi vitorioso prosseguindo uma linha económica semelhante à de Cavaco - embora com um pendor despesista mais acentuado - e introduzindo uma agenda progressista nos valores. Nas últimas legislativas, o PSD não soube distinguir-se do PS na economia, e deixou-se encostar ao conservadorismo nos costumes. Perdeu. O caminho para a vitória é exactamente o oposto: uma política alternativa ao estatismo na economia e uma postura de abertura perante a evolução das mentalidades na sociedade portuguesa. Com esta receita e uma equipa renovada e competente, o PSD tem tudo para voltar a conquistar a confiança da maioria. Perdem os comentadores. Ganha o País. Por Vasco Campilho, Director Editorial da Plataforma Construir Ideias (publicado no i de 22 de Outubro). |
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por Francisco Jaime Quesado
Os diferentes Índices Internacionais são muito claros. Portugal apresenta em 2009 muitos bloqueios institucionais e estratégicos que têm contribuído para a queda do Investimento Estrangeiro, a fuga de Talentos e o desvio de Capitais. O Custo Portugal é uma realidade endémica que o Estado e a Sociedade Civil não conseguem resolver. Só com uma aposta numa Agenda de Mudança, subscrita num Contrato de Confiança Colectivo se conseguirá inverter a situação. Os dados não podiam ser mais claros. Saber ler os sinais e actuar rapidamente é a solução para a mudança. |
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Cinco Compromissos para Portugal |
 por Francisco Jaime Quesado. A poucos meses de eleições, impõe-se uma discussão séria sobre as prioridades estratégicas do país. A sociedade portuguesa encontra-se bloqueada e impõe-se um sentido de urgência na emancipação cívica do país. Trata-se dum Compromisso activo, em que a aposta na participação e a valorização das competências, numa lógica colaborativa, têm que ser as chaves da diferença. 1 - UM COMPROMISSO PELA INCLUSÃO SOCIAL – Um país moderno tem que saber integrar de forma positiva os seus cidadãos. A coesão social faz-se pela participação construtiva e tem que haver uma atitude clara de mobilização para esse esforço nacional de convergência de actuação. A educação na escola tem que forçar a pedagogia e a prática da integração dos desfavorecidos, imigrantes, todos aqueles com défices operativos de participação; têm que ser dinamizadas “acções de demonstração” do apoio à vontade do contributo de todos. Um Programa para a Inclusão Social tem que saber “integrar de facto”. |
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